A atriz Yeom Hye Ran teve sua imagem e voz recriadas por inteligência artificial no filme “The Meter Reader” sem autorização, segundo ela e sua agência. O caso reacendeu o debate sobre direitos de imagem e sobre a possibilidade de controvérsias serem usadas como estratégia de divulgação na era da IA.
A atriz sul-coreana Yeom Hye Ran se viu no centro de uma controvérsia após sua aparência ter sido usada, sem consentimento, no filme “The Meter Reader”. Embora ela não tenha participado do projeto, a produção teria recriado por inteligência artificial traços como rosto, corpo, expressões, voz e movimentos, criando a impressão de que se tratava de um trabalho protagonizado pela artista.
Os responsáveis pelo vídeo afirmaram que havia autorização prévia da atriz e de sua agência. A alegação, porém, foi negada publicamente: Yeom Hye Ran e seus representantes disseram que não houve conversa nem aprovação e que só descobriram a existência do material depois que ele foi publicado no YouTube. Após a repercussão, o conteúdo foi retirado do ar e passou a ficar privado.
Um ponto que chamou atenção no caso é o fato de os criadores terem feito uma declaração considerada fácil de checar — e que acabou desmentida. Como Yeom Hye Ran é vista pelo público como um nome associado a credibilidade e qualidade, críticos e espectadores questionaram como uma escolha tão sensível teria ocorrido sem verificação, levantando a hipótese de que a polêmica possa ter sido deliberadamente provocada para gerar alcance e exposição.
A reação também foi impulsionada pelo choque de parte do público ao descobrir que a figura na tela não era a atriz, mas uma imitação gerada por IA. Mais do que a ausência da artista em si, a discussão se concentrou na linha cada vez mais borrada entre realidade e ficção quando a tecnologia produz resultados convincentes — e em como esse tipo de ambiguidade pode virar o principal “gancho” de um conteúdo.
O texto ainda cita um precedente de 2024, quando o modo de voz “Sky” do ChatGPT foi comparado à voz de Scarlett Johansson, associada pela audiência à personagem Samantha do filme “Her”. Na época, o episódio evoluiu para disputa legal, enquanto a OpenAI sustentou que a voz não era uma cópia, mas de outra dubladora profissional. Em ambos os casos, o debate público acabou refletindo o mesmo incômodo: o realismo da IA e as implicações éticas de reproduzir identidades.
Fonte original: Why Was It Yeom Hye Ran? The AI Controversy That May Have Been Intentional – https://kbizoom.com/yeom-hye-ran-ai-controversy-the-meter-reader-unauthorized-deepfake-film/

