A porcentagem de performance ao vivo em shows de hoje em dia é reduzida, com especialistas indicando que ídolos podem cantar apenas de 10 a 20% ao vivo, enquanto as faixas de apoio predominam.
A noção de uma apresentação "ao vivo" sempre esteve ligada a vocais crus e uma arte autêntica. Entretanto, a realidade na indústria musical contemporânea, especialmente em gêneros de alta energia como o K-pop, é bem mais complexa.
As faixas de apoio se tornaram uma prática comum em concertos modernos. Isso significa que uma versão pré-gravada toca ao fundo enquanto o artista canta por cima, utilizando um microfone parcialmente aberto. Profissionais da área afirmam que isso não configura sincronia labial. Segundo um especialista em performance, a sincronia labial ocorre quando o microfone está completamente desligado e o artista apenas movimenta os lábios. Essa distinção é amplamente aceita.
Cantores costumam enfrentar a difícil tarefa de cantar e dançar intensamente ao mesmo tempo, o que torna complicado manter a afinação e a estabilidade vocal. As faixas de apoio garantem uma qualidade consistente no desempenho. No entanto, críticos afirmam que, quando a faixa de apoio é mais forte que as vozes ao vivo, a linha entre o "ao vivo" e a sincronia labial se torna difusa. Instâncias como a de Mayday, que enfrentou críticas por acusações de sincronia labial, ressaltam o quão sensível esse tema é entre o público.
Fonte original: What Percentage of “Live” Is Actually Live? Inside the Truth Behind Modern Concert Performances – https://kbizoom.com/live-singing-vs-lip-sync-concert-percentage/

